ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

sexta-feira, 7 de julho de 2017

VINHO




VINHO

Na  malícia da uva
Ardiloso nos embarca
À viagem ao amor
O som que o brinde vibra
Em ondas do principio
Seja em taças de glamour;
improvisado copo;
ou tomando na garrafa.
Suavemente vem o rubor
E os olhos sorriem
Num “ a quero minha”
Um olhar que não se move
Ao encontrar o seu
Que brilha um me quer
Felino toque ilustrado
Com maresias de pensamentos
Sem insinuar, eu já topo
É o desejo dando bandeira
O que os silêncios
Acabam dizendo
Faz Sensual o movimento
Planamos em folha de parreira
Deitados no tapete mágico
E as fadas, arteiras
Excita até o cupido
Em ondas intermitentes
Trás vislumbres quentes
Os aromas exalam
Como a brisa na relva
Estímulos à libido
E as pernas falam
De sua luta do pudico
Contra assanhamento
Mas o erótico instinto
impera o cio da fera
 os medos calam
Declaram-se abatidos
O vinho nos faz atrevidos
saborear dos sentidos
Como doces cânticos
Tempo torna melodia
Impulsivo beijo roubado
Outros tantos trocados
Enquanto os calores sobem
As vestes caem
aos cantos desordenados
mescla a dama com a vadia
assim os desejos provados
pela bebida dos enamorados
para o embriagar romântico .

SERGIO CUMINO – POETA A FLOR E A PELE

terça-feira, 27 de junho de 2017

MIRANTE de ROMPANTES




MIRANTE de ROMPANTES

Na praça do por do sol
Chega à noite suntuosa
Outono deu lugar ao inverno
A mudança não só de estação
Igualmente da decidida Dama
Sua voz interna calada
Assim se deu introspecção
Será destino ou eventual ?
Passo lento de gatuna
brando e ardiloso
É a probabilidade do novo
Avança pela brisa gelada
Induzida pelo querer
Quando próximo ao mirante
Sentia soltar-se ao rompante
Mulher linda caprichosa
Receada ao destemido  cio
Comprimia-se sob casaco
Cadenciava sua navegação
Um veleiro contra a maré
Cabeleira  aparava o vento
Navegava fora do porto
sem bússola pelo mar
em ondas que a torna desejosa
calor interno oposto ao de fora
guiada pelo chamado do amor
que a faria mulher e menina
tornado e maresia
Musa de mãos quentes e mágicas
Encontra seu homem na linha da vida
Contem o fogo que aconchega o ninho
E deixa seu intimo molhado
A pele com rubor
Temperado com afago
Ele sabe a arte conjugar
Os gestos! E o verbo amar!
A impede de  fugir da sina
Porque sem vê-lo o sentia
Até a vista o alcançar
reconhece pelos passos libertários
com olhar fixo no  seu desconcerto
fez o ar cursar em outro ritmo
e o medo surgi intrometido
assim indaga consigo
- será que é só sexo?
- E se ela não gostar?
- Ele pode me achar feia!
E a cada metro conquistado
Como se não bastasse
Aparecem à mente em lastros
De pensamentos desconexos
Chega a com sorriso de afago
Da poesia ao clima
Desarma o discurso ensaiado
Quando ele chega perto
Aproxima-se, seu olhar semeia.
Deu rumo ao incerto
Suave toca a face
Com sorriso do encanto
Sussurra – você é linda!
-Divina fêmea e Deusa.

SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO 803






quinta-feira, 22 de junho de 2017

AFÁVEL ENCANTO





AFÁVEL ENCANTO



Surgi do nada, como pode?
Absorve e envolve
Diamante casto querido
Deixa de sobressalto
Os poros do corpo
E assim se acende
De um jeito que comove
Desnuda os sentidos
Num  flerte invisível

 Se não expressa explode
Deixa-se e absolve
O esplendor perdido
Sem passos  falsos
com âmago absorto
pelo desejo que entre
que tudo se prove
com lábios lambidos
e a sensação do incrível

Esse querer não tolhe
Quer que transforme
Rancor em libido
Ciência de seus traços
E o que liga ao outro
esse novo sente
faz com que comprove
os sinais intuídos
desse vigor inefável

acorda  o homem
que a tempo dorme
esse sentido empírico
O leva ao espaço
a poesia do louco
esse fator  latente
e o torna forte
na órbita dos fluidos
desse encanto afável

SÉRGIO CUMINO – POETA FLOR & A PELE.

domingo, 18 de junho de 2017

GRAÇA




GRAÇA

Por mais que faça
Mesmo olhar ríspido
O contragosto é despido
Pela ternura que laça
Dilui o rancor
Abranda a ferida

Brilha os sentidos
Que brincam de ciranda
Faz dentro de si
Pálido e adormecido
Virar sorriso de criança
Com anseios na roda gigante

Encantamento  não disfarça
A moça de olhar tímido
De sonhos em litígio
É luz que exala
Os raios desenham rubor
Desconforto de ser despida

Perante o substantivo
Natureza pura alcança
véu que cerceia se vai
O sentido a vida
Solta em sua dança
Vigora seus instantes

Esse raio Odára
Na rota do poeta perdido
Da função ao subjetivo
Motivando sua audácia
preceder a experiência e rumos
em sua sabedoria empírica

Agrega o infinito
Ninho da bem-aventurança
Quando a poesia atrai
Luz  bem vinda
Triunfo da esperança
Sem indultos e rompantes

SERGIO CUMINO –  OBSERVATÓRIO 803

sexta-feira, 16 de junho de 2017

EVENTUAL VIRTUAL




EVENTUAL VIRTUAL

Entra no quarto
A mulher explode
Põe-se a forra 
De pronto nua
Se auto devora

E se põe de quatro
E sobe na lua
Fala, dança, geme
E goza sozinha
Daquela que apavora

Incomodo apertado
Ela se autoconsome
Ela se borra
Nada   atenua
A fome que se afoga

Era fêmea e o macho
Numa única volúpia
O que vende
Como raspadinha
 jogo de azar ou gloria

êxtase antecede ato
Sem sul, nem norte
Chega ficar afônica
A dizer que sou sua
Com peitos de fora

Quer-se tirei os sapatos
Antes que o conclua
Há uma boca no pênis
Fazendo mordidinha
Quase grita custodia

Vociferava - seu safado
Quer-se sabia o nome
Logava como putona
Afoita descontinua
E só o pinto de fora

Script de tarado
Quando esta no insinua
Contraste  surpreende
Mulher de resina
Só narcíseo comporta

sobre chat logado
colchão desconforme
Que deu nessa dona
Faz que o desejo encrua
Como nada se reporta   

SÉRGIO CUMINO – OBSERVATÓRIO 803

segunda-feira, 5 de junho de 2017

DESLUMBRAR A MENTE





DESLUMBRAR A MENTE

Espaço não me pertence
E nada que suponho ser
Como  vasto cá dentro
É a nuance da projeção
Emitidas em indagações
Ao cartel de suposições
Algumas eu apadrinho
Já outras imposições
posta sem permissões


Espécie de prateleira do caos
acusa o ponto de todo inicio
adequou as sensações
me posto do lado oposto
não ocupam o mesmo recinto
assim se vê constituído
abundância de todo vasto
alterna-se como gangorra
a experiência e a existência


Intuitivo é um deserto inabitado
Surpreende Oásis e miragens
Subverte a oratória
Com refinado acaso
Sem registros na memória
soma de vários vácuos num só
faz-se do todo um nada
de proporções infinitas
comum porém distintas
transcendem e coexistem

  as forças cognitivas
emanadas pelo conceito
delineia com fio das hipóteses
Espírito antecede suas suposições
e todas experiências sintéticas
abstraindo o âmago do abstrato
um desconforto que emerge dos fatos
adianta-se absoluto e o relativo
dando lugar a brandura intuitiva

SÉRGIO CUMINO – PCD – POESIA COM DEFICIÊNCIA


sábado, 3 de junho de 2017

VELEJAR COM CAROL




VELEJAR COM CAROL

Hoje vejo uma mulher
Cujos encantos um mistério
É poesia no oceano
Que outrora menina de colo
Danada sabia ensinar
Brinquei de casinha
Demos lúdico a cozinha
E desafios ao imaginar
Emergiu meu lado terno
Quando suas bonecas
Poria para eu ninar
Com cantiga solo

Hoje a contemplo a ser mar
Torno naufrago em pensamentos
Refletindo sobre perdas
Enquanto as vagâncias de lá para cá
Diante de suas maresias
Que não sei decifrar
Estranhamento sem cabimento
Faz névoa ao enxergar
Levanto as ancoras
Para ser Pai nesse timão
Dar movimento a esse amar
 Libertário e navegante

Quero  saborear sua maré
Sentados a ao bom bordo
Trocarmos história de pescador
Das falácias que impõe a vida
As ondas de felicidade
Nosso veleiro dos sonhos
E que nos leve onde for
É a poética da troca
Dessa vida remota
Ligada a linha tênue
do sentimento e dor
Assim o vento  sobra a vela

A estrela do norte nos  leva
Ser seu cais provedor
Qual seja as circunstâncias
Enaltece o barqueiro
E o valor do oculto
Desse poder ancestral
Do velejar negreiro
Assim o olhar triste
Perde-se no horizonte
Numa busca ao fundo
Sabe-se onde
Poderei encontrar como rima

Aquele abraço da minha nina
Quanto mais nado nessa água
sede sinto para sanar meu tronco
cada dia aprofunda raízes
e os galhos com enfeites de festa
Afinal se passaram duas décadas
E a filha se revela mulher
A bússola é precisa
E a vida nem tanto
Com o tombo do navio
Fico boiando a deriva
Submergir-se em prantos
Carente de seu sorriso
Orgulhoso de sua graça
Quero deleitar em seus encantos .

SÉRGIO CUMINO – 

poesia dedicada aos 20 anos de minha filha Carol



quarta-feira, 31 de maio de 2017

DILEMA SOB CHAPÉU



 DILEMA SOB CHAPÉU

Passa pela pausa
Ponto na vastidão
E a causa da reflexão
Por um lampejo
Retira o chapéu
Olhar que brisa
Acalma os receios
Para suspiro dos ares
Refresca os neurônios
Fruto inspirado

Passa pela náusea
Quando a cabeça respira
Vagueia no lapso
Conteúdo dos sonhos
É o buraco negro
Desse pacato universo
Que por ímpeto
Abraçou o lápis
Pelo sentido entendido
Torna uma isca

Passa pela causa
Que busca no lago
Circula e arrisca
Por no papel
Com duvida no risco
Por em palavras
O que a mente embaralha
É a busca do cisto
Tentativa de dialogo
De si consigo

Passa pelo trauma
Providência e seu intuito
Do intuitivo arisco
Rebento do supremo
Ora promotor
Outrora seu réu
Embarque sem juízo
E o medo perverso
De  Phatos e Ethos      

Passa pela Várzea
Transborda estéreo
Da poesia sem margem
Devaneio ignora Logos
Engasgo análogo
E como desacato
Desordena relatos
Para dizer algo novo
Nesse  paradigma velho

SÉRGIO CUMINO – PCD – POESIA COM DEFICIÊNCIA


INTUIÇÃO E SEU LEGADO


INTUIÇÃO E SEU LEGADO

Coisa essa que acende
De lucidez inconveniente
Chega como uma pena
para redesenhar o pensar
incluindo novos traços
que não podia imaginar

Sem ninguém consultar
Chegou chegando
Nem por isso ficando
Fulgor nada previsível
De inibido ao atrevido
Faz-se o talhar a razão

Entregue a essa levada
Que atribui à argúcia
Surpreende a impressão
Por anteceder a primeira
Quando pede que fica
Mesmo que subverta.

De fato um  dilema moral
Que deixa o bom senso
Numa quina de bico
Indaga: O que faço?
Surge de pronto decidido
Sem tempo de pensar o passo

Água de corredeira
Corre até que veja
Já não é a mesma cascata
Principalmente que ponderava
Aguou o que era intenção
Germina para hesitar

E o que era certo
pretexto  torna duvidoso 
robusta a se refinar
num campo de repouso
onde o bruto se depura
a imagem se revela

E a dialética da alma
entra em seu curso
subverte a opinião formada
o que supunha  certo
vem aviso a evitar o precipício
 da saudosa boa intenção

Pura com a força da ruptura
abarca o rumo colorido
subvertendo o cinza pensado
vai ver lá na frente
a bem da verdade
a intuição e seu legado.

SERGIO CUMINO – PCD – POESIA COM DEFICIÊNCIA 


terça-feira, 30 de maio de 2017

OUVIDO DE TOLO





OUVIDO DE TOLO

Quando o sujeito infunde
Que naturalmente difundo
Não condiz com seu pleito
Guilhotina decepa o direito
Da plenitude da vastidão
Pondo o torpe em ação
revela muito o jeito
todo tipo de decepção
Não adianta quando
o nefasto cidadão
não abarca a dimensão
Pela opulência do desagravo
Não considera o conceito
nem o óbvio ao conhecimento
segue camuflando o falso intento
Tolhendo a questão ao seu limite
Abstém-se dos fatos eleitos
Eximindo se do bom senso
Não enxerga o ato
Não escuta o brado
Quem dirá seus derivados
Através da ínfima vertente
Adultera sem nenhum requinte
E nem o principio da síntese
Violenta a pratica da analise
E qualquer valor empírico
Desnivela pelo prumo narcísico
A ponto do discurso sintético
Virar prefacio das carochinhas
E os predicados da dor alheia
Onde se quer especula
Com olhar vendado
E a alma vendida
Dentro do que deveria ser
Tapa aos olhos areia
Ao propósito que anula
Arbitrário impor o querer
Não se concebe os sentidos
Mas subverte o entendido
E passa a ser maldito
Pelo não dito
Intolerância do rompante
Deixa razão nula
Subdividida as imprudências
Extingue princípios práticos
Procede como uma mula
Que acopla em seu lombo
Preconceito em fardos
Que torce sua torpe
Desventura envergadura
Desse rancor criado
Ignora os sentidos dados
Por mais que sejam explícitos
Abranger não é concebível
quando a estiagem do discernimento
Tentáculos dos seus vícios
cega o que era visto imediato
e seus impactos intuitivos
Sem representação das representações
Seja qual for além
Assenta sempre a quem

SERGIO CUMINO – PCD POESIA COM DEFICIÊNCIA