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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

VIDA ARTESÃ

VIDA ARTESÃ
Saí à rua
Percepção apura,
Na companhia do vento
Estava a me esperar
Na parada do tempo
Envia-lhe a mensagem
Pelo sinal do wifi 
seja sopro, seja grito
é virtual e urbano
Espere! Perdi o sinal
junto com juízo
sentidos conectados
como um pensamento vivo
e o navegar impreciso
vem acender esse fogo
cortando a praça
“Linkado”  a sua graça
vertiginosas brasas
põe cabeça em viagem
e o desejo trocados
com fluxos ligados
Acende olhares 
Para pairarem
o brilho da emoção 
Lareira da criação
Adentra a toca da coruja
Racional e intuitiva
De jutas e retalhos
Pedaços juntados
Misturado a sua ilha
Dessa vida artesã

SÉRGIO CUMINO -  pCd – Poesia com Deficiência

sábado, 20 de agosto de 2016

DERROCADA A PARIR




DERROCADA A PARIR
a um fio dos limites
apito minimalista
costura a mente
e horizonte sem fronte
encaminha a  
alem do bem o do mal
como se eles não existissem
bem como se permitisse
ao ultimo fio de esperança
estratégia hábil
Inverossímil e a fuga
Desconforto do  acordo
A mercê do sagrado do medo
Ai que vem a prova
Quando escorrega
No bagaço dos princípios
O que lhe resta desse latifúndio
Temer o  latido do fundo
O cachorro louco a sua espera
Escorrega no puro limbo
a revolta é um óleo sujo
por vezes foi aproveitado
para superar a maquina
usa-lo como desafio
e não ser engrenagem
e sim a razão mais pura
nem sempre há de saber
do tombo descabido
valida  um conceito
simplesmente rarefeito
Assim vivencia
a vulnerabilidade do ser
SERGIO CUMINO =- pCd – poesia com deficiência

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

RECANTO DAS OLIVEIRAS


 

RECANTO DAS OLIVEIRAS     
  
                                  Onde solidariedade é afago
Oralidade é ditada
Folhas servem beneméritas
desde idade do bronze                   
Dá-se aroma a seu busto
E cobrem meu frio
com manto do melhor azeite
Assim untado desse recanto
Que vibra  brasilidade
como de índia Janaina
brilho d’água cristalina 
em suas corredeiras  embarca
sentimento de menina
unge as feridas do tempo
O deleite desse retiro
que me coloco de corpo
e me elevo em espírito
vem de olivais africanas
e as magias do dendê
Sob a pele do Oyá
O vento é a Mãe
Cuja dança ritual
Elegância ancestral
Como curvaturas de bambuzal
Isis a Deusa das olivais
Aqui é sua neta
Essa mistura se faz poesia
Da magia desses balsamo
Óleo de sua oliveira
Ilumina a noite
Para damas rodar as saias
É a rainha do clã
E a outra princesa
Faz sacrifício pelo melhor sorriso
Odoya quando a outra Yaba
Alinhava seu mar
Trajando-as óleo fino
Aconchego dessa tribo
Dessa família de fé
Que orienta minhas  pernas
Como flecha  de Ode
é combustível de lamparina
encontrar luzes de outros montes
lendas, curas, e  mitos
As vejo em sua oliva
Renovada em alma menina
Também se mostra brandas
Com ramos de oliveira
Os sentidos purificam
em sua Lívia calmaria

SÉRGIO CUMINO,