ESSE BLOG NÃO PERTENCE SÓ AO POETA, ELE É DE TODOS NÓS

terça-feira, 13 de setembro de 2016

DELÍRIOS FLECHADOS

DELÍRIOS FLECHADOS  


Amor e o ilógico

Tímido e ousado

os dois lados

do mesmo querer

misturam-se

as almas e seus vastos

No ajuntado do tempo

ardiloso e parado

torna-se  comedido

Comendo sentidos

Centímetros e células

Para início do lastro

Amor antropofágico

do poeta atrevido

Saboreia minúcias

no frio do estômago

do conjunto da loba

do aconchego da dama

Capciosa me chama

A sua rede a sua cama

com uma colcha de letras

cria-se palavras como flechas

Adentra o âmago

Ascende a chama

Abraçados como cápsulas

Declamada ao ouvido

Atrevidas onomatopaicas

Frases sem sentidos

que dialogam com a libido

Ah ! Como falam ! Todas juntas

E me chegam como gemido

pelos quais eu divago

Aos pelos que levantam

com sua beleza nua,

mistérios e seu algo  mais

e sente o fervor da suavidade

esplendor da espiritualidade

e toda filosofia vã

que a faz performance

na sinuosidade mágica

de um rebolado felino

como uma pantera xamã

banhando-se de lua

Sussurros a capela

meu instrumento a pino

e pulsa na compressão do sino

um enquadramento cinematográfico

da luz do estado sensual

desse abraço apaixonado

e o gozo no molhado

busco em mim, meu melhor

supero-me  para ama-la

E me extrapolo para o viver

expressando no olhar

do meu sorriso amado



SÉRGIO CUMINO – POETA, FLOR E A PELE



quarta-feira, 31 de agosto de 2016

BROTO QUE AFLORA

BROTO QUE AFLORA
A ternura que passa
Pelo suspiro da lembrança
É o desejo que alcança
A afeição do olhar
Alegria de ser seu par
O signo de  estar
Juntos na proporção
Da beleza cósmica
A alegria da menina
Ronda como se não
Houvesse amanhã
Declarada na palma
pela a linha da vida
o Ciclo que exalta
alega ser poesia
Quando desliza afável
pela doçura da face
assim como não há tempo
Para descrever o querer
Porque ele se planta
Rítmica paralisia
Que deixa tormentos
Assim como a dor
Perímetros lá fora
da sua imensidão
porque o fogo que exala
Da pele que se pela
No calor que aquece
Amalgama de lábios
Que beija o amor
E sempre será dádiva
Prelúdio da primavera
E o afago se resgata
pelos mergulhos profundos
do olhar trocado
como no namoro da praça
brincadeira de criança
arranjo do florista
para casal apaixonado
quando tudo se encaixa
na proporção que pulsa
essa sucessão resgata
a pureza da menina
dessa paixão cíclica
que canta esperança
inicio do novo verso
do broto que aflora
renova toda graça
como a bênção
de um novo começo
SÉRGIO CUMINO – POESIA FLOR E A PELE

domingo, 28 de agosto de 2016

DESEJO DE FLORA



 DESEJO DE FLORA
A fogueira  de desejo
No seu ecossistema 
É um fogo na mata
Que ferve e agrega
E flori o agreste
Sobe pelas ribeiras
E também na corredeira 
Entre a nuca e a cabeleira
Êxtase em   bruma
No levante arrepiado
De suas suaves gramas
Alongar alegre da  chapada
E seu sorriso como flores
Em graça e ternura
Que deixa corpo sinuoso
Em sensualidade ondulosa
Quando a sussurrada prosa
A conduz a  dança do pólen
A florada em sua pujança
Germina o sorriso parado
No horizonte da lembrança
belas andanças fazem as mãos
precursor daquele beijo
com os toques e jeito
conduz sua fauna
SÉRGIO CUMINO – Poeta a flor e a pele